PRIMEIRA PARTE
A FUNDAÇÃO
No ano de 2012, a ebulição cultural itabaianense levou o historiador, cronista, contista e romancista, desembargador Vladimir Souza Carvalho, à ideia de fundar a Academia Itabaianense de letras.
Várias reuniões de estudo, foram realizadas, especialmente com os futuros acadêmicos, Antônio Francisco de Jesus e Antônio Samarone de Santana, com levantamento de personagens da cultura itabaianense dignos de figurar no panteão dos patronos; itabaianenses vivos que reunissem condições de se enquadrarem nas exigências mínimas para preencher cada cadeira, estatutos, regimentos e outras medidas legais e administrativas, e, no dia 1º de fevereiro de 2013, foi empossada a primeira leva de quinze acadêmicos, dos trinta fundadores, começando logo a seguir, quase que mês a mês as respectivas sessões solenes de recepção.
Terminadas as recepções dos primeiros quinze empossados, aí foi a vez de começar a fase de complementação do quadro com a posse de mais treze membros no dia 5 de junho de 2015, e respectivas solenidades de recepção a seguir. As duas vagas restantes foram preenchidas com solenidades mistas – posse e recepção – que ocorreram respectivamente nos dias 3 e 31 de março de 2017, encerando assim todas as posses dos trinta acadêmicos fundadores.
A Academia Itabaianense de Letras é uma instituição de direito privado e tem como fulcro a promoção do beletrismo; mas, não somente isso como a erudição de toda a cultura itabaianenses, através do memorialismo e promoção da mesma.
A Academia Itabaianense de Letras terminou composta da seguinte forma:
Cadeira 01, patrono Alberto Carvalho, poeta, cronista, contista, crítico literário e memorialista; titular, Antônio Samarone de Santana.
Cadeira 02, patrono, Antônio Oliveira, cronista e memorialista; titular, Luiz Carlos Andrade.
Cadeira 03, patrono, Antônio Silva, músico e compositor; titular, José Augusto Machado.
Cadeira 04, patrono, Bartolomeu de Carvalho Peixoto, poeta popular; titular, Manoel Messias Peixoto.
Cadeira 05, patrono, Boanerges de Almeida Pinheiro, músico e compositor; titular, Walter Pinheiro Noronha.
Cadeira 06, patrono, Boaventura de Oliveira, memorialista, cronista, escritor sacro; titular, Antônio Francisco de Jesus.
Cadeira 07, patrono, Esperidião Noronha, músico e compositor; titular, Jorge Luiz Pinheiro.
Cadeira 08, patrono, Etelvina Amália de Siqueira, poetisa; titular, Josevanda Mendonça Franco.
Cadeira 09, patrono, Francisco Alves de Carvalho Júnior, músico e compositor; titular, Manoel Aelson Gois.
Cadeira 10, patrono, Francisco Antonio de Carvalho Lima Júnior, historiador, poeta e contista; titular, Antônio Carlos dos Santos.
Cadeira 11, patrono, João Canário de Oliveira, cantador popular e cantador; titular, José Carlos de Mendonça.
Cadeira 12, patrono, João Cândido da Silva (João Marinheiro), poeta e cronista; titular, Inez Resende de Jesus.
Cadeira 13, patrono, João Firmino Cabral, poeta cordelista; titular, Maria Neide Sobral.
Cadeira 14, patrono, João Pereira de Oliveira, cronista e memorialista; titular José Rivadálvio Lima.
Cadeira 15, patrono, João Teixeira Lobo, fotógrafo; titular, Robério Barreto Santos.
Cadeira 16, patrono, José Ademar de Carvalho, músico e compositor; titular, José Luciano Góis de Oliveira.
Cadeira 17, patrono, José Antonio Nunes Mendonça, cronista e pedagogo; titular, Josefa Eliana Souza.
Cadeira 18, patrono, José Bezerra, artista de circo; titular, Antônia Amorosa de Menezes.
Cadeira 19, patrono, José Crispim de Souza, poeta, cronista e contista; titular, Abrahão Crispim de Souza. (falecido em 10/02/2017).
Cadeira 20, patrono, José de Araujo Mendonça, filósofo; titular, José Marcondes de Jesus.
Cadeira 21 , patrono, José Fernando de Araujo Mendonça, processualista; titular, Patrícia Verônica Nunes Carvalho Sobral de Souza.
Cadeira 22, patrono, José Gumercindo dos Santos, memorialista; titular, Luiz Eduardo Magalhães.
Cadeira 23, patrono, José Olintho de Oliveira, músico e compositor; titular, Rômulo de Oliveira Silva.
Cadeira 24, patrono, José Rivaldo Santana, cronista; titular, Anderson da Silva Almeida.
Cadeira 25, patrono, José Sebrão de Carvalho, Sobrinho, historiador, cronista e poeta; titular, Vladimir Souza Carvalho.
Cadeira 26, patrono, José Silveira Filho, editorialista (O Serrano) e cientista político; titular, Ieda Tavares Silveira.
Cadeira 27, patrono, Maria Thétis Nunes, historiadora; titular, José de Almeida Bispo.
Cadeira 28, patrono, Miguel Teixeira da Cunha, fotógrafo; titular, Neusa Vieira Lima Steinbach.
Cadeira 29, patrono, Percílio da Costa Andrade, fotógrafo; titular, Tereza Cristina Pinheiro Souza.
Cadeira 30, patrono, Samuel Pereira de Almeida, músico, compositor; titular, Luciano Correia.
SEGUNDA PARTE
QUASE TREZE ANOS DEPOIS
E agora, decorridos mais de doze anos na instalação da Academia Itabaianense de Letras, anotamos significativas realizações, à míngua do período conturbando que atravessamos. Pois a pandemia de Corona Virus virou o mundo de ponta cabeça: pessoas morreram, perderam o juízo, e empresas sólidas viraram pó, Academias de Letras perderam o rumo, que ainda hoje (três anos após) o buscam incessante.
A Academia cumpriu um funcionamento padrão, realizando reuniões ordinárias e sessões solenes em datas especiais, visitando escolas em momentos festivos, participando da vida acadêmica sergipana presente à eventos literários, realizando grande boa dos projetos programados, administrando o dia-a-dia como pode.
AS DIRETORIAS
Nosso histórico em diretorias compõe de um número de sete.
A primeira, comandada por Vladimir Souza Carvalho, desde a instalação até 17/07/2014 (chamada de diretoria provisória de instalação).
A segunda foi eleita, e atuou entre 18/07/2014 e 17/07/2016, e reconduzida para o biênio 18/07/2016 a 17/07/2018. Reconduzida pela segunda vez, de 18/07/2018 a 17/07/2020, comandadas por Vladimir Souza Carvalho.
A quinta teve eleição não presencial, durante a pandemia do Coronavírus, e teve mandato de 18/07/2020 a 17/07/2022, comandado por Josevanda Mendonça Franco. Esta diretoria foi reconduzida, para desta vez por Assembleia normal, para seu segundo mandato, sexto, no geral, de 18/07/2022, a 17 /07/2024
A sétima e atual diretoria, fruirá pelo período de 18/07/2024 e 17/07/2026, e voltou a ser comandada por Vladimir Souza Carvalho.
ACADÊMICOS FALECIDOS
Neste período, perdemos dois acadêmicos, que faleceram:
Abrahão Crispim de Souza (cadeira 19) em 27/02/2015.
Luiz Magalhães (cadeira 22), em 03/03/2017.
As duas cadeiras permanecem vagas.
PUBLICAÇÃO DE LIVROS
A Morte de Euclides Paes Mendonça, em 2015, ensaios de autoria dos acadêmicos.
Itabaiana de Minha Infância, em 2017, crônicas de autoria dos acadêmicos.
Ecos do Murilo Braga, 2019, ensaios de autoria de ex-alunos (e acadêmicos da AIL).
O CLIMA PROPICIADO
A grande maioria dos acadêmicos publicou livros nestes dez anos. Livros que engrandeceram mais Itabaiana e que decorreram certamente do clima propício que a academia criou. Dos 28 efetivos, apenas 4 não o fizeram ainda.
E a Academia influenciou no surgimento de escritores em Itabaiana fora das cadeiras acadêmicas, que publicaram belos livros, como José Sizenando de Almeida (Nandinho de Sizino), com o seu “O analfabeto que gosta de ler”. Como Manoel Mendonça com “Uma Vida de Vitórias”. Como José Ginaldo de Jesus com “A Vida Como Vocação”. Como Aduilson Góis Oliveira, com “Cansei de Servir o Diabo”. E muitos outros.
BIENAIS DO LIVRO DE ITABAIANA
Nas edições de 2011, 2013, 2015, 2017, 2019) a AIL foi responsável pela Curadoria (Antônio Saracura) juntamente com a Academia Sergipana de Letras (Domingos Pascoal de Melo).
Em algumas edições, participando de mesas de debates com acadêmicos e, em todas, com o Movimento Cultural Maria Pereira (embrionário ou efetivo), apoiando na divulgação e na execução de funções nos dias do evento.
Realização da VI Bienal do Livro de Itabaiana no ano de 2023 (contratação de empresa terceirada para execução).
PRÊMIOS LITERÁRIOS
Realização do Primeiro Prêmio de Poesia José Jorge de Siqueira Filho em agosto de 2018.
Realização do Segundo Prêmio de Poesia José Jorge de Siqueira Filho em agosto de 2019.
CULTURA NA PRAÇA
Em participação no projeto Cultura na Praça (Chiara Lubich) promovido pela empresa Ethos Incorporação, em todos os dias 14 de cada mês, desde março/2015, a AIL teve um stand em cada edição para expor livros, prestar informações e consultoria literária aos visitantes, até janeiro de 2020, quando o projeto foi desativado.
MOCMAP – Movimento Cultural Maria Pereira
A instalação oficial do Movimento Cultural Maria Pereira, em 19/07/2019, veio trazer apoio à Academia, cobrindo o chão das escolas.
GRÊMIOS E ACADEMIAS
Além do MOCMAP, três grêmios literários/academias estudantes nasceram à sombra da Academia Itabaianense de Letras.
O Centro Acadêmico de Letras-CAL. do Colégio Saber, dos professores Everton Santos e Emerson Maciel; a Academia Serrana de Jovens Escritores – ASJE, da Escola Dom José Thomaz do povoado Rio de Pedras; e Academia estudantil da Escola Maria Lenilza de Jesus, de Ribeirópolis.
MEMBROS CORRESPONDENTES
Admissão dos primeiros cinco acadêmicos correspondentes (nomeados a seguir), abrindo este departamento de integração da arcádia além fronteiras:
Wellington Mendes da Silva Filho – Músico radicado por muitos anos em Itabaiana – SE, atualmente reside em Salvador – BA.
Jorge Roberto Costa Passos – Especialista em Musicologia pelo CBM e bacharel e licenciado em Filosofia pela UFRJ. Professor credenciado no Programa de Pós-Graduação em Gestão e Negócios (PGGN) do Departamento de Atuárias e Finanças da UFF.
José Oliveira Santos Benjamim – Corregedor Auxiliar do Ministério Público de Pernambuco, Assessor Técnico Judiciário do Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco. Membro Efetivo da Academia Pernambucana de Letras Jurídicas (SOPECE).
José Pereira da Silva – Doutor em História Social na Universidade de São Paulo (USP), Licenciatura Plena em História pela Universidade de Taubaté.
Maria Margarete dos Santos – Bacharel em Administração com habilitação em Marketing – Uninove –Escritora com alguns livros publicados.
A COMENDA POTESTAS MONTIS
Concessão da comenda “Potestas Montis” a quatro personalidades ilustres de Itabaiana:
Jose Carlos Teixeira, 2014.
Francisco Tavares da Costa (fefi), 2017
Clodomir Andrade dos Santos, 2018.
Terezinha Silva Correa, 2019
José Queiroz da Costa, 2022
José Augusto Machado, 2024 (In memoriam)
A FORÇA QUE TEM LIMITES
Sempre queremos realizar muito mais do que humanamente é possível. E nos criticamos como se santos milagrosos pudéssemos ser. Sabemos que nem todos os acadêmicos podem se doar à Arcádia como exclusivos servos. Há empregos, famílias…
Mesmo com os impedimentos da Pandemia, estes doze anos da academia Itabaianense de Letras foram produtivos.
E estamos aqui agora comorando vitórias.
(Antônio Francisco de Jesus e José de Almeida Bispo).