Por Antônio Francisco de Jesus

Fiz uma visita hoje pela manhã à biblioteca Clodomir Silva. Prateleiras enfileiradas carregadas de livros deliciosos e nenhum moleque passando com uma pedra ou uma vara.
Alguns livros já murchando e um funcionário com um pano úmido reavivando-os. E eles não incham? perguntei.
Há o acervo de José Carlos Teixeira que fugiu de casa depois da morte do singular itabaienense. E a cordelteca de João Firmino Cabral com mais de mil beija-flores parados no ar procurando flor. E Aline Paim. E Paulo Fernando Morais. Há livros perdidos de Saracura… como bruguelos de bico aberto passando fome.
De leitor, havia eu, que fui atrás de José Jorge de Siqueira Filho, apesar de saber que está no céu desde 1870, e mais dois, estes filadores do jornal do dia.
Funcionários solícitos. Atentos. Dedicados. Quantos livros o senhor vai levar? Vamos fazer sua carteirinha? Por que o senhor quer ler José Jorge?
E aí eu contei o que não conseguia mais reter.
Obrigado!
Jose Jorge é um Poeta condoreiro que nem Castro Alves e Tobias. Que faleceu novinho como Álvares de Azevedo. Que a Academia Itabaianense abriu um prêmio literário com o seu nome.
Vai haver uma festa para divulgar o resultado e premiar os classificados. Em 31 de agosto. Vamos mostrar ao mundo quem foi José Jorge de Siqueira filho.
Vamos tentar!
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